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Osvaldo Jr em Las Vegas: Sol, calor e KISS Alive 35 !!!
Todas as fotos e vídeos por Osvaldo Jr.

No último mês de agosto raspei as economias e rumei aos Estados Unidos para assistir o KISS, desta vez com a chance de vê-los tão perto como nunca vi antes. E essa experiência conto a vocês a partir de agora....

A primeira escala da viagem foi em São Francisco, que me recebeu num belo domingo de sol.

O camarada no lobby do hotel foi simples e direto: o destino do dia era o festival “Outside Lands”, que havia começado na sexta feira.

Era a primeira edição do festival que trouxe Tom Petty, Radiohead, Beck, e teria o encerramento no domingo com Jack Johnson. Fechado! Segui rumo ao Golden Gate Park, e passei a tarde entre os vários palcos, tendas de produtos alternativos, ONG´s, etc. A tarde caia quando Jack Johnson subiu ao palco principal, e fez um lindo show que combinou muito bem com o visual do parque e do pôr do sol. Foi um ótimo começo de viagem.

 

Las Vegas
Chegando em Las Vegas, pude literalmente sentir na pele o calor insuportável do deserto, que só era amenizado pelos potentes sistemas de ar condicionado dos cassinos. Las Vegas vive sempre no extremo: idosos varando noites jogando nos cassinos, jovens solteiros querendo se dar bem, shows bons e ruins e no meio disso, eu lá para ver o KISS.

 

Beatles e Doc Mgee

Na primeira noite fui assitir o novo espetáculo do Cirque du Soleil “Love” que é inspirado nos Beatles. Simplesmente maravilhoso e emocionante!!! Posso dizer com certeza que foi um dos show mais lindos que vi na minha vida, pelo visual, pelas músicas, pela produção e pela homenagem feita ao quarteto.



Na saída do teatro me encontrei com Doc Mgee (empresário do Kiss) e sua esposa. Fiquei surpreso e acabei soltando um “É o Doc!” sem querer. Ele ouviu, parou e ficou olhando para mim com aquela cara de “te conheço?”.

Eu sorri meio amarelo, fiquei sem palavras, ele entrou na limousine e foi embora.

Bem que eu podia ser mais espontâneo em momentos assim...

Palms

Fiquei hospedado no Palms Casino, o local onde seria o show. Este hotel é famoso pelas várias boates e por já ter recebido baladeiras famosas como Paris Hilton.

A piscina do hotel era bem atrativa, mas estava absolutamente lotada de gostosas siliconadas e homens bombados.

Foi interessante notar que era permitido levar bebidas alcoólicas para dentro da piscina, e mesmo com tamanha lotação, todo mundo bebia com cuidado e respeito para não derramar na água. A água estava sempre cristalina! Imagina se fosse no Brasil...

Vejam o vídeo que dá um panorama do que era a piscina no dia do show. Notem que a trilha sonora era uma versão hip hop de “War Pigs”...

 
 
O susto


Depois de voltar ao quarto para tomar um banho, comecei a me preparar para o show. Desci ao lobby do hotel para retirar meu ingresso, que havia comprado pela internet. O rapaz que me atendeu, depois de muito procurar e procurar, voltou com uma cara de tacho dizendo que meu ingresso não estava lá, e que eu deveria procurar a Etix, empresa que me vendeu o ingresso. Segundo ele, eles tinham convênio somente com a Ticketmaster, e não tinham como ajudar no meu caso.

Voltei correndo para o quarto para ligar para a Etix e adivinha??? Escritório fechado!!! Simplesmente não havia quem pudesse me ajudar naquele momento. Voltei ao balcão do teatro para tentar comprar outro ingresso, já meio conformado em ter que gastar de novo. Mas estavam esgotados!!! E o desgraçado que me atendeu me disse que a única opção era tentar achar um cambista. Detalhe: os cambistas não entram nos cassinos (pois a segurança é bem rígida) e só me restava ir para a rua tentar encontrar algum. Mas não tinha ninguém... procurava, procurava, e nada.... e a hora do show chegando.

Depois de todo tipo de pensamento ter passado pela minha cabeça, e pela sensação de que de repente não conseguiria assitir ao Kiss tocando alí do meu lado, perto do meu quarto de hotel, voltei para a entrada do teatro, na esperança de que algo pudesse acontecer.

Nesta hora, vi que Eric Singer estava com as pessoas da fila, autografando algumas fotos. Quando cheguei, ele já se dirigia de volta ao teatro, e tudo que pude fazer foi tirar uma foto borrada como esta.


Na fila formada, muitos já sabiam do drama do brasileiro que viajou milhares de quilômetros para ver o KISS e ficou sem ingresso na última hora. Eis que um cara me chama e diz: “Passou um cara aqui que não vai poder assistir o show, e está vendendo o ingresso dele. Ele é loiro é está vestindo uma camisa branca”. Saí em disparada para tentar encontrar o santo que ia me salvar, e entre máquinas de caça níqueis, roletas e mesas de pôquer, encontrei o cara que me vendeu seu ingresso. Ufa!!!!

Foi a hora mais longa da minha vida, mas agora estava pronto para ver o KISS!

O local do show era realmente muito pequeno. Ali cabem 2500 pessoas, entre cadeiras e pista. Fiquei próximo ao palco, e acabei encontrando um casal de São Paulo. Ficamos batendo papo.
Uma coisa deu para constatar: os fãs de Kiss estão velhos. Olhando ao redor, percebia que a grande maioria estava na faixa dos 40 anos, alguns deles levando seus filhos. Aquela moçada sarada da piscina? Com certeza ficaram na água, pois no show não foram.

Todos estavam impressionados com a proximidade do palco. Ele era grande, mas quase não havia separação com a platéia. Dava para tocar no artista.

Aquela noite seria especial, pensei.

Eis que começa o show.


 

 


O vídeo de Deuce fala por si só. Foi uma tremenda emoção!!! Ver o KISS assim tão próximo era um sonho que se tornava realidade. O palco tinha uma projeção no centro (bem onde eu estava) e tanto Paul como Gene e Tommy vinham para este lugar, o que nos deixava ainda mais próximos.


       
 
 


O repertório foi baseado no Alive I, como todos sabem, e contou com um bis mais que especial: Lick It Up, I Love It Loud, Shout It Out Loud e muitos outros clássicos que fizeram a alegria da galera.
Veja só este vídeo de Hotter Than Hell:


 
O destaque do show era sem dúvida Paul Stanley. Ele pulava, dançava, corria de um lado para outro, e sempre com um sorriso no rosto que demonstrava que tudo aquilo era muito sincero! Paul é um veterano que já encarou uma cirurgia no quadril, mas ele tem mais energia que muito dançarino de High School Musical (me perdoem a comparação tosca...) O starchild é a alma e a música do KISS, e cada dia ganha mais minha admiração. Gene Simmons, por outro lado, estava mal. Se movimentava mecanicamente, errava as letras, e parecia estar esperando tudo aquilo acabar o quanto antes. Nem Shannon e seus filhos Sophie e Nick, que estavam presentes no show, pareceram dar ânimo ao linguarudo. Tommy e Eric cumpriram muito bem seus papéis, dando o sangue para fazer o melhor, mas era natural que eles não fossem o centro das atenções.




Veja este trecho de "Lick It Up" e note que eles improvisaram uma parte de "Won´t Get Fooled Again" do The Who. Ficou muito legal.


Detroit Rock City foi o grand finale deste tremendo show.
Saindo do teatro, acabei encontrando mais dois brasileiros, que eram de Manaus.

 
A brasileirada acabou se reunindo na praça de alimentação do cassino para matar a fome, comentar o show, e claro tirar uma foto para registrar o momento. Valeu!



Na sequência, uma breve sessão "queima dinheiro". O único jogo que eu era capaz de jogar era o inocente caça-níqueis. Eu colocava um dólar, fazia a aposta mínima (1 centavo!!!!) e ficava lá um tempão... Realmente jogatina não combina nada comigo...



Missão cumprida, no dia seguinte fui embora. Na saída do hotel, conheci um japonês loiro e cabeludo (uma figura!) que tinha vindo do Japão especialmente para o show. De lá, ele seguiria viagem a Lake Tahoe, para ver o show do KISS do dia seguinte. Eu não, pois meu destino era Los Angeles. Que pena...

Encerrei a viagem em Los Angeles fazendo um pequeno tour por lugares importantes na história do KISS, como o Forum Arena em Inglewood e a calçada da fama do rock, cujas fotos em breve compartilho com vocês.

Esta foi minha aventura pelas terras gringas, espero que tenham gostado!

Um abraço, e quem sabe um dia o KISS apareça no Brasil (a esperança é a última que morre...)

Osvaldo